Numa bela manhã de Sol incandescente com luzes douradas banhando a bela enseada onde se localiza o Colégio de Pescadores, um beija-flor de espécie rara, cansado de voar pousou no telhado da rústica escola.
Logo os alunos começaram a chegar e o beija-flor reparava no alvoroço proporcionado pelas filas insanas do proletariado confuso. Após a chegada infame, eis que um ônibus parou na porta da escola e um alvoroço ainda maior se fez, eram os professores esfomeados do Rio de Janeiro que chegavam após uma viagem causticante de 3 horas, onde passavam por campos alagados, fazendas abandonadas, vilas fantasmas, terras devastadas, assentamentos do MST.
O Beija-flor assistia a tudo pasmo e modorrento, quase passando mal resolveu permanecer pousado no telhadinho, pois a curiosidade o atiçou.
O bando de maltrapilhos professores entraram nas salas para começarem a dar suas emocionadas aulas. O beija-flor, curioso com a história em andamento, adentrou numa sala de aula e ficou quetinho observando o desenrolar dos fatos. E não é que o bichinho se surpreendeu, dentro da abafada sala haviam quatro pobres professores de PCSA. Tudo era precário, mas a vontade de ensinar era maior, o amor no coração era a harmonia que fazia os alunos calarem-se perante a proposta inovadora sugerida pelos quatro abnegados professores. O beija-flor emocionou-se profundamente com o quadro avistado e voou para as paradisíacas praias da Ilha do Francês refletindo sobre o que viu.
Na próxima semana veremos nosso destemido passarinho participando ativamente de uma aula de PCSA!