Através de uma parceria, a Secretaria de Educação de Macaé e a UFRJ passaram a buscar juntas uma solução para o problema da evasão escolar, que culminou no surgimento da Escola de Pescadores, hoje Colégio de Pescadores.
Os índices de evasão tornam-se mais acentuados no segundo segmento do nível fundamental — que coincidem com o período em que os jovens oriundos de famílias de baixa renda precisam começar a colaborar com o orçamento familiar. Seja porque cessam, a partir dos 14 anos, os impedimentos legais para o ingresso no mundo do trabalho; ou seja porque, a essa altura, esses jovens e suas famílias estão prestes a deixar de ser beneficiários de programas de transferência de renda como o “Bolsa-Escola” (aos 15 anos) ou o “Bolsa-Família” (aos 16 anos).
Com essa constatação, foi elaborado o projeto de uma escola que oferecesse formação técnica desde o nível fundamental, em regime de tempo integral; uma escola que oferecesse uma alternativa de qualificação e, até, de estimulo profissionalizante para os jovens alunos desses anos. Dispor dessa alternativa pareceu ser um incentivo a mais para que esses jovens prosseguissem com a vida escolar.
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